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Tentações de Toulouse

Cassoulet, foie gras, magret de canard, ostras e outros frutos do mar… Com tantas iguarias reunidas numa só região, Toulouse convida a comer, beber e viver – sem culpa. Não importa se voltar da viagem com três quilos a mais (como foi o meu caso!). Terá valido a pena.

“La ville rose”, como é conhecida, pelos tons de suas fachadas de tijolos aparentes, a cidade convida a andar a pé pelas ruelas do centro antigo, entre cafés, bistrôs e brasseries. Na esquina da Pont Neuf, com vista romântica para o rio Garonne, a Brasserie Flo Les Beaux-Arts é um dos endereços mais apetitosos para conhecer a cozinha do Sudoeste, em um cenário Art Deco e Belle Epoque, com lustres de cristal e pratos regionais que impressionam na apresentação e no sabor.

Tem muito pato e muito ganso nos arredores de Toulouse, daí vem o confit de canard, ingrediente essencial para um autêntico cassoulet – a feijoada francesa, feita com feijão branco, que leva também carnes de porco, incluindo o famoso “saucisson de Toulouse”. Na entrada, o tradicional foie gras disputa com os fabulosos frutos do mar franceses, especialmente as ostras.

Responsável por cerca de 90% da produção européia desse molusco, a França cultiva ostras na costa do Mediterrâneo, na costa do Atlântico (região da Bretanha) e na costa do Canal da Mancha (Normandia). Tanto que a denominação “ostras” é regulamentada no país e elas são nomeadas e numeradas de acordo com seu peso, por número, em ordem decrescente – da nº5, com 30 a 45 gramas, passando pela n°3, de 66 à 85 (sob medida, nem tão grande nem pequena) à n°0, que pode chegar a 150 gramas!

O “Menu do Mar”, na Les Beaux-Arts, é um banquete: traz uma dúzia de ostras servidas entre porções de camarões graúdos, caranguejos, lagostas e lagostins dispostos em camadas, sobre gelo picado, de forma triunfal. Com um vinho branco gelado, é a prova de que a vida pode ser maravilhosa.

Some-se aos sabores a amabilidade dos toulosanos, que sabem receber com charme e simpatia. Com um sotaque levemente cantado, eles têm uma maneira única de responder ao nosso “Merci“, dizendo: “Avec plaisir!“. “Com prazer”, depois de tantas delícias, se revela a melhor tradução de Toulouse.

Vá lá: www.brasserielesbeauxarts.com

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Uma caçadora de histórias e maravilhas. Jornalista, escritora, cantora, viajante, cozinheira , aprendiz de dança, sempre em busca da próxima descoberta que desperte os cinco sentidos: o sabor de um novo prato, drink ou vinho (paladar), uma massagem, mergulho ou algo assim relaxante (tato), uma terapia com óleos aromáticos, chás com especiarias ou aquele perfume inédito (olfato), o pôr do sol visto de um rooftop ou as vistas mais incríveis para o mar e as montanhas (visão), e ainda um concerto, show, som ou simplesmente o barulho das ondas, do vento ou dos pássaros (audição). Rosane Queiroz foi editora da revista Marie Claire e da revista de bordo da GOL. Escreve sobre comportamento, gastronomia, sustentabilidade, viagem e lifestyle em publicações como Viagem e Turismo, Vida Simples, Folha de São Paulo, entre outras, além de atuar em produção de conteúdo de texto para livros. É autora de "Musas e Músicas –A mulher por trás da canção" (ed. Tinta Negra), livro reportagem em que conta quem são as musas inspiradoras de canções da MPB com nomes femininos. Na coluna Os Cinco Sentidos, compartilha experiências colhidas em suas andanças e viagens, com os cinco sentidos bem abertos. Mantém o Instagram @oscincosentidos.

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