GO UP

Domingão de Outono, com sol e pouco vento no Brooklyn

Parar o carro (bike ou Uber), na ponta, em frente da água, com a vista bem próxima à Estátua da Liberdade, e simplesmente admirar a luz, curtir tirar fotos, fazer self etc. Um passeio pelo Brooklyn é sem dúvida revigorante e enriquecedor.

red hook

paisagem

Esses galpões, além de lindos, têm sempre algo a serem explorados… Entramos, sem a menor pretensão, de corações abertos, em uma exposição de arte e me encantei, primeiramente com o bom humor dos expositores e depois com instalações que entramos, singelas e emocionantes. Na primeira, entusiasmadamente fomos convidados à entrar pelo próprio artista, Jon Bunge. Ele me contou que tirou a ideia dos gravetos em movimento, dos pinheiros que ficam jogados secos, após as festas de natal. Foi só entrar, sentar, contemplar e sentir os gravetos se movimentarem, com a própria corrente de ar. Esse, assim como a instalação seguinte, transmitiram muita paz, uma importância pela simplicidade e pausa. (Brooklyn Waterfront Artist’s Coalition/ Van Brunt Street/ mais a frente, tem Pier Glass)

foto com o artista

foto com gravetos

instalacao branca

Continue passeando como fizemos, na rua ao lado, Canover St, e pare em uma das esquinas mais charmosas que conheço, com Coffey St. (e que já mostrei à vocês antes) e entre na fábrica Cacau Prieto (www.cacaoprieto.com)  aonde fazem chocolates artesanais com selo de garantia de trabalho sustentável e justo: “fair trade/labor”.

E Bourbon vem do Milho?

milho bourbon

milho

Deguste os sabores da “Widow Jane”.

Só um pouco, porque ao lado, há uma parada obrigatória na esquina da Botanica, para um aperitivo, assim, dá para curtir mais um pouco dessa brisa tranquila que paira por essa ponta do Brooklyn.

Steve’s Authentic Key Lime Pie! Muito gostoso! A torta e o caminho! Andar mais um pouquinho, e encontrar pintado bem grande no muro a indicação para um cantinho bem alegre, aonde se compra essa delícia. E é outro ângulo, para encontrar a Estátua mais perto. A opção do nosso roteiro foi levar uma “pie” para casa.

key lime pie

Voltando para a avenida principal, aonde estacionamos o carro, tínhamos duas opções, Brooklin Crab, para comer siri, martelando-o todos,  (ótima opção com crianças, bem típico de cidade portuária) ou um barbecue bem americano. E foi a nossa opção Hometown Bar-b-que, cerveja local, curtir o estilo, ao “smoke” das costelinhas de porco. Mas também pedimos tudo “take out”, costelinhas, carnes, verdura, tipo couve e pão de milho quentinho (corn bread).

bar

Ah! Quase acabou o passeio, mas faltava comprar o vinho da noite. E mais uma experiência Red Hook, uma aconchegante loja de vinhos, com ótimos preços e bem selecionados, principalmente de italianos e franceses – Dry Dock Wine & Spirits. E para não achar que só falei em comer e beber, entrei em mais uma exposição surpresa de duas amigas que, de um lado, uma  pintou aquarela, inspirada nas aguas que batem nas pedras nessa região portuária e no ecossistema, enquanto a outra,  explorou o lado terrestre. E como na primeira exibição, as artistas foram muito amáveis e entusiasmadas. (Mostra: “Soundings” – Margaret Cogswell and Ellen Driscoll).

Final de tarde lindo, com a luz forte do outono, perfeito para continuar no espírito de sonhar e namorar a vida.

mapa brooklin

 

Vanessa Simone Pereira, paulistana, advogada de formação, mãe, amiga e querendo ou não, uma Nova Iorquina. Ela é mais uma daquelas histórias de quem foi a famosa ilha de Manhatthan "en passant" e nunca mais a deixou. Vanessa vai coloborar com o Original Miles semanalmente, escrevendo um pouco sobre tudo da Big Apple.

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