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Onde ver flamenco em São Paulo

A Espanha é aqui! Ao menos por uma noite, nos tablados de flamenco que vêm acontecendo na cena paulistana. Em Pinheiros, a Cuadra Flamenca monta mensalmente, aos sábados, um baile intimista, com música ao vivo, que é uma festa! No bairro do Bixiga, o histórico Café Piu Piu apresenta os “Domingos Flamencos”. Confira onde ver flamenco de verdade em São Paulo.

Uma dança de fogo, paixão e festa! O flamenco para mim é um pouco disso tudo. Uma conexão com minha essência, talvez porque minha avó era da Andaluzia, no sul da Espanha. Só sei que o som da guitarra fisga meu coração. O sapateado me ensina a insistir no que quero, de cabeça erguida, sem perder o ritmo e a graça. Mas, o flamenco em São Paulo preserva essa essência.

Desde que decidi aprender essa dança, há quatro anos, entrei em um universo particular. Estudar flamenco em São Paulo, afinal, é como uma espanhola resolver aprender samba em Madri! Mas foi uma escolha movida pela paixão. E paixão não se explica. 

Aos poucos, contudo, fui descobrindo uma cena flamenca interessante na cidade. Portanto, os tablados, como são chamados os shows de flamenco, acontecem aqui e ali, com música ao vivo e bailarinos maravilhosos.

Um dos mais animados vem acontecendo no histórico Café Piu Piu, no bairro do Bixiga. A casa de shows segue firme, há mais de três décadas, com uma programação eclética, em meio às novidade do bairro sempre agitado, com seus teatros e cantinas, e agora lugares novos e alternativos. 

Domingos flamencos

Os “Domingos Flamencos” , uma vez por mês, trazem ao palco bailarinos profissionais e alunos, além de convidados especiais. Os tablados resgatam uma iniciativa que funcionou durante oito anos, nos anos 2000, e que revelou grandes artistas, no projeto “Convite ao Flamenco”, da bailarina e coreógrafa Vera Alejandra, da Cuadra Flamenca. 

O show atual nasceu de uma parceria entre as escolas Cuadra Flamenca, Raies Dança Teatro, e o Atelier Flamenco . A ideia é proporcionar aos amantes da arte flamenca uma autêntica vivência de tablado e ao mesmo tempo criar um público para o flamenco.

No palco, apresentam-se profissionais e alunos, em um espetáculo colorido, com figurinos caprichados e muita fuerza no tacón! A próxima data do evento é dia 2 de Junho . O show é lindo, lembrando que, ao escolher uma das mesas do Café Piu Piu, é preciso guardar bem onde ela está, pois a casa é grande e o ambiente tão divertido que talvez você demore a voltar para lá.

Baile intimista

No bairro de Pinheiros, desde 2016, o Tablado da Cuadra Flamenca acontece aos sábados, uma vez por mês, sempre às 20h30. Assim, o próximo será no dia 18 de maio. É a minha escola do coração, aquela que a gente adota, que nem escola de samba.

“O Tablado da Cuadra propõe uma forma de apresentação mais intimista, como nas peñas e tablados menores da Espanha, onde o público pode ver a relação de guitarra, cante e baile mais de perto”, diz Vera Alejandra, diretora da Cuadra. 

O baile acontece na sala de aula, que ganha cortinas e cadeiras para se tornar um teatro de bolso. O clima é aconchegante, com poucos lugares e o flamenco rolando bem de perto, com guitarra, cante, palmas, percussão – e várias coreografias eletrizantes. 

Por fim, se você procura onde ver flamenco em São Paulo, vale a pena conferir a programação e gritar “Olé”!

Uma caçadora de histórias e maravilhas. Jornalista, escritora, cantora, viajante, cozinheira , aprendiz de dança, sempre em busca da próxima descoberta que desperte os cinco sentidos: o sabor de um novo prato, drink ou vinho (paladar), uma massagem, mergulho ou algo assim relaxante (tato), uma terapia com óleos aromáticos, chás com especiarias ou aquele perfume inédito (olfato), o pôr do sol visto de um rooftop ou as vistas mais incríveis para o mar e as montanhas (visão), e ainda um concerto, show, som ou simplesmente o barulho das ondas, do vento ou dos pássaros (audição). Rosane Queiroz foi editora da revista Marie Claire e da revista de bordo da GOL. Escreve sobre comportamento, gastronomia, sustentabilidade, viagem e lifestyle em publicações como Viagem e Turismo, Vida Simples, Folha de São Paulo, entre outras, além de atuar em produção de conteúdo de texto para livros. É autora de "Musas e Músicas –A mulher por trás da canção" (ed. Tinta Negra), livro reportagem em que conta quem são as musas inspiradoras de canções da MPB com nomes femininos. Na coluna Os Cinco Sentidos, compartilha experiências colhidas em suas andanças e viagens, com os cinco sentidos bem abertos. Mantém o Instagram @oscincosentidos.

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