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Jalapão – Dunas e cachoeiras no sertão do Tocantins

Brasil | dezembro 2017 |
O que fazer no Jalapão Cachoeira da Formiga

Terra do capim dourado e de cachoeiras cor de esmeralda, o Jalapão guarda dunas e lagos no sertão do Tocantins

O Jalapão é o único lugar no mundo em que eu vi quatro arco-íris em uma semana. Não porque choveu demais. As pancadas de chuva são rápidas, refrescam e depois deixam a paisagem ainda mais nítida. O sol brilha forte o ano todo no Jalapão, marcando temperaturas entre 30 e 35 graus. Tanto que o capim dourado, abundante na região, se alimenta dessa luz para dar origem a um artesanato típico e requintado. Os cestos e bolsas, especialmente, são lindos.

O que fazer no Jalapão

Ainda pouco explorado, esse trecho do interior do Tocantins, “o Estado mais novo do Brasil”, recentemente ganhou visibilidade como cenário da novela das nove, “O outro lado do Paraíso”. Estive lá há alguns anos, quando o lugar era ainda mais selvagem do que hoje. Mas duvido que deixe de ser exclusivo, porque para chegar ao “Japão com lá”, como dizem os guias locais, é preciso ter uma logística e estrutura razoável.

Depois de dormir na capital, Palmas, você precisa de um traslado em carro com tração 4×4, porque boa parte dos 350 km a percorrer ainda é de terra. No caminho, a parada para almoço é no vilarejo de Ponte Alta, um dos sete municípios que compreendem o deserto do Jalapão. Logo mais, a vegetação do cerrado toma conta, pontuada por emas, veados e corujas. Existem diversas praias de rio na região, o que parece confirmar a tese de que, há 350 milhões de anos, esse sertão foi mar. Daí as matas e cachoeiras em meio a dunas e estradas áridas da paisagem desértica.

Não falta o que fazer no Jalapão. Entre dunas e cachoeiras, no sertão do Tocantins, um dos programas é escalar o Mirante da Serra, de onde se tem uma visão panorâmica da região. A subida até o morro de 800 metros de altura exige fôlego, mas há uma trilha bem traçada cheia de miniflores como a vassourinha e a delicada “jalapa”, que dá nome ao lugar. Lá de cima, avista-se a Serra do Espírito Santo, um conjunto de falésias formadas pela erosão.

Para cair na água, o lugar mais surpreendente é o Fervedouro, um lago transparente, cercado por bananeiras. A água é borbulhante e morna, e ninguém afunda porque brotam jatos d’água do fundo, vindos de uma nascente subterrânea. A sensação é a de ter caído numa panela de água para spaguetti! Perto dali, fica a famosa Cachoeira da Formiga, de um tom de esmeralda inédito, com uma queda d’água tranquila, formando uma piscina redonda. Já a Cachoeira da Velha tem quedas bem fortes. É legal visitar, mas o mergulho fica para a Prainha, um refúgio refrescante, às margens do Rio Novo.

Por fim, o lugar mais celebrado –e com razão! – são as Dunas do Jalapão. As montanhas de areia alaranjada refletem a luz dourada. O silêncio reina. A atmosfera é mágica. Ali, no meio do nada, diante daquele horizonte sem fim, só resta agradecer por estar vivo e ter pisado nesse pedaço de paraíso.

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