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Maitei Hotel – O resto é mar

A vista para o mar do Maitei Hotel arranca suspiros logo na chegada. É o ponto de partida para um fim de semana perfeito em Arraial D’ajuda, com agito, arte e boa gastronomia 

A vista do Maitei Hotel é das coisas mais bonitas de se ver em Arraial D’Ajuda. Um cartão-postal natural, que faz o “paraisômetro” disparar logo na chegada. O salão principal se desdobra em um deck com piscina de borda infinita e vista de 180 graus para o mar. 

Maitei quer dizer “saudação” em tupi guarani. E o que não falta, ali, é simpatia –do check-in ao check-out. Depois do drink de boas-vindas –uma super caipirinha de abacaxi com manjericã–demos uma rápida volta para conhecer os ambientes do hotel boutique. 

São apenas 17 suítes, distribuídas em uma construção sustentável e luxuosa, sem ostentação. O design mistura linhas contemporâneas com a pegada rústico-chic do vilarejo. No rooftop, uma segunda piscina, pequena e perfeita, descortina mais uma vista surpreendente. É o lugar favorito para drinks, petiscos e fotos. 

Na suíte, a jacuzzi é mais um diferencial. O Maitei, aliás, é sob medida para casais. Na primeira noite, jantamos à luz de velas no Restaurante Maitei, dentro do hotel, pilotado pela chef Rafa Oliveira. Na entrada, tapioca com queijo de cabra e geléia vermelha. O prato? Um surpreendente pato com um creme de pequi, acompanhado de polenta com cogumelos. Show!

O mesmo salão se ilumina de manhã, para o café-da-manhã com vista para o mar, tapioca e  suquinho detox. No buffet tropical, destaque para granola com pedaços de coco com iogurte. Dá para notar o bom gosto e a excelência em cada detalhe do hotel, sob o olhar atento da  proprietária, a empresária Erika Sanches, apaixonada por arquitetura, arte e boa música. 

O que fazer em Arraial 

Debruçado sobre uma colina, bem perto do centrinho da vila, lotado de lojas, bares e restaurantes, o Maitei Hotel oferece ainda a possibilidade de fazer (quase) tudo a pé. À noite, especialmente, é gostoso descer a ladeira do Mucugê, flanar pelo centro histórico e passear pela Broadway –a rua mais movimentada. 

Mas não só. Arraial também oferece arte de qualidade. No sábado pela manhã, visitamos a Galeria Geraldo Casado, do pintor pernambucano radicado em Arraial. Casado mantém ali uma exposição permanente de várias fases, tantas, que parecem de diversos artistas. Chamam a atenção os retratos de índios (que os estrangeiros adoram) e as baianas com saias rodadas quase abstratas. A última safra de telas, belíssimas, reproduz cenas de uma viagem do artista pela margem do rio São Francisco. Casado recebe com bom papo, humor refinado,  e dá até uma demonstração de sua pintura ao vivo.

Ainda no sábado, o melhor programa em Arraial é a feijoada com samba no Quiosque Corujão. Reserve uma mesa e chegue cedo, pois o lugar ferve. Na praia de Araçaípe, o Corujão é um lounge bar pé na areia, tocado com maestria pelo empresário Alan Balieiro, dono de um sorriso que abre os caminhos. O Corujão tem caipirinhas sensacionais, um deck delicioso, música ao vivo para dançar, e uma programação para todos os gostos, que vale a pena conferir. Foi ali que me dei conta de que Arraial é lugar de gente feliz. Como visitante, você vai notar o alto astral das pessoas em cada encontro. 

Onde jantar em Arraial 

Um pouco distante do Centro, na Estrada da Balsa, o Bistrô D’Oliveira é um dos melhores lugares para jantar em Arraial. Em um casarão charmoso, com uma piscina iluminada, o restaurante do chef Salmo de Oliveira é o lugar para comer uma boa lagosta ou ou outros frutos do mar. Na entrada, lambuze-se feliz com as lambretas, um tipo de marisco miúdo, servido na manteiga com ervas. Como prato principal, o badejo em posta, com molho de camarões e mexilhões é divino. Para acompanhar, um vinho rosé malbec da ótima carta. Não se surpreenda se, no caminho de volta ao Maitei Hotel, para uma última noite no paraíso, você se pegar pensando: “Quando vamos voltar a Arraial?”

Curta @oscincosentidos

Uma caçadora de histórias e maravilhas. Jornalista, escritora, cantora, viajante, cozinheira , aprendiz de dança, sempre em busca da próxima descoberta que desperte os cinco sentidos: o sabor de um novo prato, drink ou vinho (paladar), uma massagem, mergulho ou algo assim relaxante (tato), uma terapia com óleos aromáticos, chás com especiarias ou aquele perfume inédito (olfato), o pôr do sol visto de um rooftop ou as vistas mais incríveis para o mar e as montanhas (visão), e ainda um concerto, show, som ou simplesmente o barulho das ondas, do vento ou dos pássaros (audição). Rosane Queiroz foi editora da revista Marie Claire e da revista de bordo da GOL. Escreve sobre comportamento, gastronomia, sustentabilidade, viagem e lifestyle em publicações como Viagem e Turismo, Vida Simples, Folha de São Paulo, entre outras, além de atuar em produção de conteúdo de texto para livros. É autora de "Musas e Músicas –A mulher por trás da canção" (ed. Tinta Negra), livro reportagem em que conta quem são as musas inspiradoras de canções da MPB com nomes femininos. Na coluna Os Cinco Sentidos, compartilha experiências colhidas em suas andanças e viagens, com os cinco sentidos bem abertos. Mantém o Instagram @oscincosentidos.

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