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Descubra os hotspots gastronômicos de Lima

Peru | março 2019 |

Nos últimos anos, a capital do Peru vem roubando a cena da gastronomia da América do Sul. No ano passado, três de seus restaurantes passaram a figurar na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo divulgado pela The World’s 50 Best Restaurants: Central, Maido e Astrid y Gastón. Ou seja, descubra, além dos três novatos da seleta lista, alguns do principais hotspots gastronômicos de Lima.

Central 

Considerado o sexto melhor restaurante do mundo e o melhor da América do Sul, a casa do chef Virgilio Martínez celebra a diversidade de ingredientes nativos do Peru –das florestas tropicais aos Andes. Assim, o menu explora todas as altitudes, de 20 metros abaixo do nível do mar até 4.100 metros acima. Assim sendo, Martínez e sua mulher, a chef Pia León, gostam de brincar com as muitas variedades de milho, batata, entre outros produtos pouco convencionais da rica biodiversidade do país. Entre os pratos mais recentes, por exemplo, o “Águas de Nanay” costuma surpreender. É servido com cabeças de piranha dispostas como obras de arte. Mas, para comer mesmo, é só o que vem por cima: tiras de pele do peixe, crocantes, em óleo aromatizado com achiote (urucum) e toque apimentado. Sentiu a experiência?

Maido

O sétimo colocado da lista do The World’s Best Restaurants representa a culinária Nikkei de Lima, resultante da fusão da gastronomia local com a dos imigrantes japoneses. Para além do sushi clássico, o chef Mitsuharu Tsumura oferece um menu degustação e opções à la carte, com ênfase em frutos do mar. Além disso, há bacalhau suculento marinado em missô, com nozes crocantes, nigiri sushi, arroz de ouriço-do-mar. Na sobremesa, o cheescake de tofu com sorvete merece uma medalha.

Astrid y Gastón

A casa do chef Gastón Acurio segue firme, duas décadas depois da estreia, ocupando o 39º lugar da lista.

Todas as áreas do restaurante estão bem afinadas, começando com o menu mais recente, uma homenagem a Lima. Pratos à la carte ou como parte do cardápio de degustação, incluem polvo grelhado com salada de “pseudo-cereais” e nhoque de lúcuma. Além disso, o espaço nobre, na Casa Hacienda Moreira, no bairro de San Isidro, abriga um bar, salas privativas, cozinha, pátio e horta. O menu de degustação começa no lindo terraço antes de se mudar para um salão minimalista.

Osso

Misto de loja, restaurante e açougue, o Osso é um barato. Começou em 2013, com apenas uma mesa escondidinha na parte de trás do empório. Ganhou, contudo, a simpatia de chefs internacionais, cresceu e bombou. Quase tudo, ali, é grelhado. e Há também um menu à la carte casual, assim como um menu degustação para ser degustado apenas com as mãos. Pratos típicos: carpaccio de osso, costeletas desconstruídas, hambúrgueres artesanais. Casual, barulhento e rústico, é um lugar para comer lambendo os dedos. 

Merito  restaurante

No bairro vibrante de Barranco, o restaurante tem uma arquitetura interessante, com materiais naturais como madeira, argila e adobe. Despretensioso, minimalista e rústico, convida a ficar no balcão do chef, curtindo a preparação de cada etapa do menu degustação. A cozinha é jovem, contemporânea e urbana que valoriza os produtos em seu estado natural. Entretanto, o menu é pequeno mas saboroso, elaborado com técnica impecável.

Kjolle

O restaurante é da chef Pia Léon, que também comanda o premiado restaurante Central, ao lado de seu marido, Virgílio Martínez. Aberto em 2018, tem foco em vegetais e frutos do mar, utilizando ingredientes 100% peruanos.  O ambiente é leve e minimalista, com madeira e toques de cor. O nome Kjolle (Buddleja Coriacea) remete a uma árvore que cresce em alturas extremas. Além disso, o Kjolle tem uma flor laranja, brilhante, que tinge têxteis. Na cozinha, Pía León cria pratos como “Pato curado” e “Tentações do polvo”, explorando as cores fortes dos ingredientes que garimpa nos vales, lagos das montanhas e na vegetação amazônica. 

Isolina

Tradicional e adorável, o Isolina lembra comida peruana de mãe. Aliás, as porções são generosas. Situado em uma casa histórica em Barranco, ou seja, certamente a área favorita em Lima para boêmios, artistas e intelectuais, tem o ambiente autêntico de uma antiga casa de família. No menu, há os ceciches e delícias à base de frutos do mar. Além disso, seu menu é conhecido pelos miúdos preparados com louvor, como, por exemplo, o fígado acebolado.

Malabar

Uma experiência peruana única. O chef do Malabar, Pedro Miguel Schiaffino, estudou no Culinary Institute of America e depois se mudou para a Itália, onde treinou com alguns dos melhores chefs do país. Há tempo pratica uma das cozinheiras mais visionárias do Peru, buscando ingredientes da Amazônia até os Andes. Ou seja, são algas, raízes, peixes de água doce e frutas da selva. Localizado no distrito financeiro da cidade,em suma, o espaço para refeições é discreto, mas sofisticado

Amaz

O segundo restaurante do chef Pedro Miguel Schiaffino (o mesmo do Malabar) o o primeiro e único do gênero a apresentar a culinária amazônica com vibrações urbanas, em Lima. Ele propõe o menu em três perspectivas diferentes: cozinha ancestral peruana, culinária amazônica e contemporânea, de caldos de peixes e carnes com sabores misteriosos. O habitat natural do chef, afinal, é a floresta tropical. Portanto, se não está em seu restaurante, geralmente ele está no meio da selva, aprendendo técnicas indígenas, pescando ou pesquisando produtos silvestres.

Rafael

Em uma bela casa Art Déco, o chef Rafael Osterling deixou a advocacia para se dedicar a cozinha. Assim, ele mescla ingredientes tradicionais nativos do Peru com influências italianas, asiáticas e nikkeis.  Pense em tudo, desde ceviche e tiraditos a pizza e sashimi. Ou seja, os destaques incluem polvo grelhado com chimichurri de pimentão, azeitonas Kalamata e confit de alho. Mas não por acaso, Osterling foi o primeiro peruano a receber o prêmio Gourmand World Cookbook Award, por seu livro Rafael, El Chef.

La Mar

Famoso pelos ceviches divinos, a amostra do prato mais celebrado do peru inclui polvo, ouriço do mar, camarão e garoupa. Claro, acompanhados por um belo Pisco Sauer. Mas, há também os pratos típicos, como “Chalaca de Causas”, com caranguejo, “areia”, torresmo, abacate e molho tártaro. Além disso o clássico ceviche é também um must-eat. Vale mencionar que o La Mar promovendo o (re) abastecimento sustentável. Só usa peixe fresco do dia para aliviar espécies excessivamente exploradas.

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