GO UP
Hotel Fazenda Dona Carolina

Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina – Sextou!

Pertinho de São Paulo, o Hotel Fazenda Dona Carolina oferece uma experiência de fazenda com todos os confortos da modernidade

Sextou! Como é bom sair de São Paulo em uma sexta-feira à tarde e dali a pouco estar em uma fazenda histórica, cercada de montanhas e muito verde. É assim ao chegar ao Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina, a 110 km da capital, entre Itatiba e Bragança Paulista. Você respira fundo, agradece e vê que o fim de semana vai ser outra história. 

O quarto amplo, com varanda e vista para o bosque convida a desacelerar. O melhor a fazer é dar uma volta para descobrir os encantos da fazenda. Passamos pelo jardim, o lago (onde dá para andar de caiaque), e fomos fomos até a cachaçaria, apreciar a vista e provar a aguardente Dona Carolina, produzida ali. 

O Tour da Cachaça, aliás, é um dos programas legais, em que os visitantes conhecem o alambique e todo o processo de produção, com degustação no final. O mesmo vale para o Tour do Café, pois a fazenda honra suas origens, cultivando o Café Dona Carolina.

O melhor lugar para a happy hour, contudo, é a piscina, imensa, com bordas arredondadas e muitas espreguiçadeiras para relaxar. Ao lado, fica o spa, com um menu tentador de massagens,  onde os hóspedes têm acesso a sauna seca e molhada e uma banheira de hidromassagem free

Um pouco de história

Construída em 1872, a fazenda foi uma importante produtora de café da região e tem uma história inspiradora: Dona Carolina e seu marido, José Alves Cardoso, os donos da propriedade, viveram na época do regime escravagista. Dona Carolina, ousada, antecipou-se à lei assinada pela Princesa Isabel, em 1888, e libertou os escravos de sua fazenda. Mas não só: deu a eles um terreno de 100 alqueires, o mesmo tamanho da propriedade onde vivia. 

Com tanta generosidade envolvida, é claro que o lugar só poderia prosperar. Nos anos 90, os herdeiros resolveram transformar a fazenda em um hotel histórico, que recria um ambiente único para os hóspedes –na maioria famílias e casais –que podem vivenciar experiências de fazenda, como passear de charrete ou andar a cavalo. Afinal, a fazenda tem um Centro Hípico, com infraestrutura completa quem já anda a cavalo ou para iniciantes nas cavalgadas. 

Festa gastronômica

Servido no Café do Bosque, com varanda e vista, o café-da-manhã tem um farto buffet, com ovos mexidos preparados ao vivo e espumante no balde de gelo. É só o começo. O Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina conta com três restaurantes, que servem banquetes com sabor de fazenda. A diária inclui pensão completa e chá da tarde (exceto bebidas) –o que é bem interessante para quem vai com crianças. 

A música ao vivo também faz a diferença na programação, seja na piscina, com voz e violão, ou à noite, no piano bar, onde sempre tem um showzinho ao vivo. No sábado, rolou uma seresta divertida, em que todo mundo acabou cantando junto. 

Capela romântica

No domingo, o dia estava lindo e, por acaso, ia acontecer um casamento na Capela Nossa Senhora da Conceição. Fui até lá espiar. A igrejinha branca de 1898, restaurada, tem um espaço ao ar livre na frente que ganha muitos portais e flores em dias de festa. Ou seja, é daquelas que dá vontade de casar.

Além das cerimônias religiosas, o Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina recebe grandes eventos corporativos, pois conta com um Centro de Eventos. Além disso, duas pistas automobilísticas e o Centro Hípico.

Day use 

Ah, para quem quer passar apenas o dia, o Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina oferece Day Use, de oito horas, e Half Use, de quatro horas, ambos com o almoço incluso, mas com regrinhas diferentes. Vale checar no site do hotel. 

Não posso esquecer de contar que o staff do é prestativo e sorridente, o que torna a estadia ainda mais prazerosa. Pena que “domingou”. Pegamos a estrada já com vontade de voltar! 

Vá lá: www.hotelfazendadonacarolina.com.br e Instagram

Curta @oscincosentidos no Instagram

Uma caçadora de histórias e maravilhas. Jornalista, escritora, cantora, viajante, cozinheira , aprendiz de dança, sempre em busca da próxima descoberta que desperte os cinco sentidos: o sabor de um novo prato, drink ou vinho (paladar), uma massagem, mergulho ou algo assim relaxante (tato), uma terapia com óleos aromáticos, chás com especiarias ou aquele perfume inédito (olfato), o pôr do sol visto de um rooftop ou as vistas mais incríveis para o mar e as montanhas (visão), e ainda um concerto, show, som ou simplesmente o barulho das ondas, do vento ou dos pássaros (audição). Rosane Queiroz foi editora da revista Marie Claire e da revista de bordo da GOL. Escreve sobre comportamento, gastronomia, sustentabilidade, viagem e lifestyle em publicações como Viagem e Turismo, Vida Simples, Folha de São Paulo, entre outras, além de atuar em produção de conteúdo de texto para livros. É autora de "Musas e Músicas –A mulher por trás da canção" (ed. Tinta Negra), livro reportagem em que conta quem são as musas inspiradoras de canções da MPB com nomes femininos. Na coluna Os Cinco Sentidos, compartilha experiências colhidas em suas andanças e viagens, com os cinco sentidos bem abertos. Mantém o Instagram @oscincosentidos.

Leave a Reply