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Foto retirada de: Booking.com

Etnia Casa Hotel – Sua casa em Trancoso

Com três novas villas, o Etnia Casa Hotel reúne casas cheias de charme, com jardim, piscina e serviço de hotel. Bem perto do Quadrado, é o refúgio perfeito em Trancoso, onde você se sente em casa e se sente hóspede

Voltar a Trancoso é sempre um acontecimento na minha vida. Quando posso, dou aquele pulinho no Sul da Bahia para renovar as energias e voltar cheia de “axé”. Em geral, escolho os meses de novembro ou início de dezembro, quando é quase temporada, só que não. As coisas ainda estão calmas por lá. Entre idas e vindas, fui fazendo amigos, somando encontros, o que torna a viagem ainda mais prazerosa. 

Dessa vez foi diferente, pois deixei agito do Quadrado para o final da viagem. Zanzei um pouco pelas praias e aproveito para abrir um parêntese: não vi óleo. Por causa do vazamento na costa brasileira, que virou notícia nos últimos meses, muita gente, ao notar minhas postagens, me perguntava sobre as praias. 

Tudo azul no Sul da Bahia

“Está tudo azul. Pode vir!”, eu dizia. Cheguei a cruzar com uma equipe da Marinha, na praia de Itapororoca, uma das mais isoladas, com areia branquinha, e eles não tinham achado nem sombra de óleo. Na Praia dos Nativos, a mais popular, também mergulhei tranquila. Ouvi rumores de que haviam encontrado vestígios perto de Caraíva, mas não cheguei lá. Mesmo assim, nada que impeça que você programe sua temporada de verão em Trancoso. 

Silêncio e privacidade em Trancoso

A estadia no Etnia Casa Hotel foi a cereja do bolo –nas três últimas noites. Conheci a Etnia ainda como Pousada e Boutique. Desde sempre, um lugar cheio de charme, com decoração que mistura elementos étnicos colhidos pelos proprietários em viagens pelo mundo. Com o tempo, o modelo mudou para “casa hotel”. Ou seja, são villas que juntam a comodidades de uma casa com a boa vida de hóspede, como ter o café-da-manhã à mesa e contar com o serviço de conciérge. 

As villas de uma, duas ou três suítes se distribuem sem alarde pelo jardim de 7 mil metros quadrados, onde só se ouve o barulhos dos pássaros. Dormir, ali, é garantia de sonhar. Árvores de pau-Brasil, pés de cacau, de coco e de jaca se mesclam ao colorido das bromélias e primaveras que emolduram a piscina azul-celeste, no centro da propriedade. 

O clima tropical ganha uma vibe cosmopolita nas casas super modernas, protegidas por cercas de eucaliptos. A novidade são três novas villas, que acabam de ficar prontas, ideais para famílias e pequenos grupos. Piso de cimento queimado, muita madeira de reaproveitamento, muito mármore  nos banheiros, big camas com dossel e mosquiteiro de algodão, criam uma atmosfera baiana única. A decoração mescla arte brasileira, indígena e do recôncavo baiano, além de fotografia, cerâmica, tecidos e peças trazidas da Europa pelos proprietários. 

Bolo de coração 

A villa Ojulé é mais que perfeita para um casal. A suíte no piso superior se abre para uma varanda com rede e vista para a piscina. Adorei poder preparar um jantarzinho na cozinha gourmet, mas também amei acordar e ter uma mesa linda com frutas, sucos, tapioca, banana da terra grelhada e outras delícias preparadas pela Aline. Como não amar o bolo de tapioca em forma de coração? 

É muito amor envolvido em cada detalhe. Todos eles, aliás, têm o dedo do gaúcho André Felipe Zanonato, um dos sócios, que também se tornou um amigo querido. Encontrar André é sempre uma alegria em Trancoso. Por tudo isso, a Etnia é mais do que uma casa e mais do que um hotel. É um lugar com alma. Uma casa para onde sempre se quer voltar. 

Crédito fotos: @Araxa

Site: www.etniabrasil.com.br

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Uma caçadora de histórias e maravilhas. Jornalista, escritora, cantora, viajante, cozinheira , aprendiz de dança, sempre em busca da próxima descoberta que desperte os cinco sentidos: o sabor de um novo prato, drink ou vinho (paladar), uma massagem, mergulho ou algo assim relaxante (tato), uma terapia com óleos aromáticos, chás com especiarias ou aquele perfume inédito (olfato), o pôr do sol visto de um rooftop ou as vistas mais incríveis para o mar e as montanhas (visão), e ainda um concerto, show, som ou simplesmente o barulho das ondas, do vento ou dos pássaros (audição). Rosane Queiroz foi editora da revista Marie Claire e da revista de bordo da GOL. Escreve sobre comportamento, gastronomia, sustentabilidade, viagem e lifestyle em publicações como Viagem e Turismo, Vida Simples, Folha de São Paulo, entre outras, além de atuar em produção de conteúdo de texto para livros. É autora de "Musas e Músicas –A mulher por trás da canção" (ed. Tinta Negra), livro reportagem em que conta quem são as musas inspiradoras de canções da MPB com nomes femininos. Na coluna Os Cinco Sentidos, compartilha experiências colhidas em suas andanças e viagens, com os cinco sentidos bem abertos. Mantém o Instagram @oscincosentidos.

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