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Night em Estocolmo: de Happy Hour à balada alternativa

O Sol da meia noite em Estocolmo me ajudou a realizar uma intensa programação pelos bares e restaurantes da cidade. Sobraram poucas horas para dormir.

Era uma sexta-feira no final de maio e os suecos já estavam bastante animados com a aproximação do “verão”. 17h30, 12 graus e sol.

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Entre as ruas de ÖSTERMALM encontrei o Riche.

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O Riche é um clássico local que existe desde 1893. Definitivamente o melhor happy hour in town. Uma atmosfera adulta (30+), ambiente iluminado e relativamente grande. Pequenas instalações artísticas, lustres feitos de taças de cristal e telas de tv mostrando imagens do interior dos banheiros.

Estava super busy nesse dia e foi ótimo ter conseguido um espacinho para sentar na bancada do bar.

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A carta de vinhos do Riche é enorme e bem famosa Mas as opções de cerveja também me encantaram, então resolvi experimentar a To Øl Dangerously Close to Stupid , uma dinamarquesa super dry hopped (bem amarga, deliciosa).

O cardápio do Riche tem influência francesa mas eu vi uns lindos mexilhões passando pelo local.

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21h30 e ainda estava claro. Depois de ter feito alguns amigos, decidi ir para outro bar/restaurante hypado que haviam me recomendado: Hotellet.

O Hotellet é um restaurante/bar/boate badalado que tem um lindo jardim de inverno na parte de trás. Toldos e detalhes laranjas, chaises e lareiras elétricas (sim, eram necessárias!) O nome foi dado pois os donos desejavam fundar ali um hotel, mas no meio do caminho, mudaram de ideia.

bar Hotellet

No som o Shazam acusava uma versão charmosa de Sexual Healing, by Hot 8 bass band. A turma estava mais “montada”, talvez em função do um dance club no subsolo.

varanda Hotellet

Dizem que os melhores barman de Estocolmo estão no Hotellet. No bar, rolava uma elaboração minuciosa de Pimm´s, aquele clássico drink inglês, bem colorido, feito com frutas, pepino, hortelã e água tônica.

pimms no Hotellet

Fui de hamburger de atum. Um espetáculo.

xbug hotellet

Minhas amigas elegeram o macarrão de broto de bambu, beterraba, vegetais e camarão.

dinner Hotellet

Na hora de pagar a conta descobri que a tendência em Estocolmo é “cash free”, ou seja, não aceitam dinheiro. Só cartão. Adoraria que essa tendência chegasse por aqui…

Era 1am e ainda estava claro… Aceitei o convite de uns suecos e fui com eles para um programa alternativo. Ficava em Söderlman, bairro mais cool e boêmio da cidade. Marie Laveau é o nome do bar.

fachada Marie Leveau

Ao chegar lá, mal nos instalamos no bar e o Johan já foi descendo uma escadinha caracol super estreita que desembocou no Klubben, um inferninho tipo um gueto cheio de paredes coloridas e barulhento. A cena era uma coisa bem Jamaica com um DJ soltando eletro-reggae e a pista super animada. Foi engraçado ver os suecos dançando “One Love”…

Mas me deu calor e claustrofobia, então resolvi voltar ao Marie Leveau, no térreo.

klubben

Por lá o cardápio tem inspiração americana, com foco na culinária Creole e Cajun típica de New Orleans. A carta de drinks é premiadíssima.

marie

Voltei para o Hotel Berns (*) às 3 da manhã e, ufa, já havia escurecido!

Ah, uma amiga minha esqueceu o cartão de credito em cima do bar Marie Leveau. Quando se deu conta no dia seguinte, voltou para tentar resgatá-lo pensando que se fosse no Brasil já teria pedido o cancelamento. Sim, lá estava ele, intacto, nas mãos do manager lindo e sorridente…Många Tack!!!!

*Escreverei sobre o Hotel Berns em outro post, porque ele merece.

Riche
Endereço: Birger Jarlsgatan 4, 114 34 Stockholm, Suécia
Telefone: +46 8 545 035 60
Hotellet
Endereço: Linnégatan 18, 114 47 Stockholm, Suécia  
Telefone: +46 8 442 89 00
Marie Leveau
Endereço: Hornsgatan 66, 118 21 Stockholm, Suécia 
Telefone: +46 8 668 85 00
Klubben
Endereço: Hornsgatan 66, 118 21 Stockholm, Suécia 
Telefone: +46 8 668 85 00

 

 

As experiências mais memoráveis das viagens acontecem quando desviamos do roteiro tradicional, deixamos o guia de lado e nos permitimos respirar a atmosfera local, observando o ritmo e as pessoas, e experimentando, sem rumo, esquinas, vielas, cafés, bookshops, parques... Podemos dizer que realmente conhecemos um lugar quando aprendemos a sua história, sua vocação natural, sua cultura, suas tradições e seu povo. É por isso que em minhas viagens faço questão de enxergar as cidades sob a perspectiva de um cidadão local. Essa tática amplia meus horizontes e quebra meus paradigmas. Essa coluna tem o objetivo de estimular a sua vontade de desbravar destinos, através de novos ângulos, fugindo do conceito padrão de turismo.

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