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Paula Pinho revela o que fazer na Tailândia

Ásia | fevereiro 2015 |

Entrevista com a Paula Pinho – descubra o que fazer na Tailândia

Entrevista com a Paula Pinho – descubra o que fazer na Tailândia 8

Paula Pinho revela o que fazer na Tailândia

Ásia | fevereiro 2015 |

Entrevista com a Paula Pinho – descubra o que fazer na Tailândia

A Tailândia é um sonho para muitos viajantes, por ser um dos maiores destinos turísticos do mundo. Com muitas cidades incríveis e ilhas paradisíacas, conversamos com a nossa amiga Paula, e ela nos contou o que fazer na Tailândia e o melhor de lá. Confira:

Original Miles: Para começar, queremos saber como foi a sua experiência na Tailândia , você ficou 2 semanas lá né? Como você descreveria a sua viagem, mais romântica, de aventura, relax?

Paula Pinho: Apesar de ter viajado em casal, busquei construir um roteiro que misturasse diferentes experiências. Foram duas semanas intensas, que passaram por cinco paradas, sendo duas cidades Tailandesas, uma cidade no Camboja e, por último, duas praias também na Tailândia.

Naturalmente, os destinos de praia acabam oferecendo um clima mais calmo e romântico, enquanto as cidades criam um ritmo acelerado e aventureiro. A minha viagem seguiu exatamente essa regra. Os primeiros dias foram muito cansativos e cheios de aventura, passamos por três cidades, dois países, cruzamos fronteiras a pé apenas com a mochila nas costas e passamos por incontáveis (e indescritíveis) viagens nos trens locais. Na segunda metade, optamos por conhecer duas praias da região, Ko Samui (costa leste) e Railay (costa oeste da Tailândia) e apesar dos traslados entre os dois destinos terem sido uma aventura a parte, a estadia em cada um desses lugares foi bem tranquila.

O.M: Foi suficiente o tempo? Qual é o período ideal para ir?

P.: Acredito que duas semanas é o tempo mínimo para uma viagem na região. Para quem tiver um pouco mais de flexibilidade, recomendo passar 3 semanas.

Sobre o período ideal, a Tailândia é um país próximo da linha do Equador então faz calor o ano inteiro. A única preocupação deve ser o período das monções que ocorre entre maio e outubro. Porém, vale checar um pouco antes de viajar pois o período de monções pode variar muito dependendo do ano e da região do país – as praias da costa leste, por exemplo, estão sujeitas a monções até o mês de dezembro. Para quem quer passar longe desse risco, recomendo ir entre Janeiro e Maio.

O.M: Que regiões você visitou? Quais foram as cidades imperdíveis? O que mais gostou delas?

P.: É difícil selecionar os lugares imperdíveis já que todos são incríveis e únicos. Curiosamente, se eu tivesse que escolher um destino preferido dentro do roteiro que fiz, escolheria a única cidade fora da Tailândia: Riem Reap (Camboja), em segundo lugar ficaria a praia de Railay. De qualquer maneira, nenhum dos destinos deixa de ter o rótulo de imperdível. Segue uma pequena descrição de cada uma das cinco cidades de conheci:

1. Bangkok: Ao mesmo tempo que se assemelha diversas vezes à qualquer outra grande metrópole, Bangkok tem um ar extremamente exótico. É a perfeita mistura entre ocidente e oriente com opções turísticas para TODO gosto: aventureiros, historiadores, românticos, festeiros, gourmets, etc. (notem que fui enfática quando digo todo gosto, pois não há outra maneira de colocar rsrs).

2. Ayutthaya: Cidade histórica próxima à Bangkok reconhecida pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Nela estão localizadas as ruínas do que já foi o império de toda a região do sudeste asiático. O grande atrativo dos guias de viagem de Ayutthaya é a famosa imagem do Buddha envolto em um árvore. Não recomendo este destino para quem não gosta de uma boa aventura, pois a cidade no entorno é absolutamente caótica. No meu caso, optei por ir de trem até a cidade e lá alugar um bike para circular no centro. Sem dúvida uma aventura incrível e inesquecível, mas confesso que passei por alguns momentos tensos enquanto tentava me guiar pela cidade de bicicleta no meio do trânsito da região.

3. Ko Samui: praia linda e tranquila com muitas opções de passeios para famílias e casais, as ilhas no entorno de Ko Samui são verdadeiros paraísos desertos e existem várias agencias pela cidade que oferecem esses passeios. Além disso, para quem procura festa, Ko Samui fica do lado da ilha onde ocorre a famosa full moon.

4. Railay: Railay fica na costa oeste da Tailândia, região mais cotada pelos turistas querendo conhecer praias. É lá, por exemplo, que fica a famosa Ko Phi Phi do filme A Praia. Por isso, escolher um único destino na costa oeste não é tarefa fácil. No meu caso, busquei decidir através de recomendações de pessoas que já tinham ido para a região e o que me chamou especial atenção com relação a Railay é que esta é uma praia de difícil acesso, totalmente isolada do continente e muito conhecida por ser o “polo” do esporte de escalada. Por ser um terreno exclusivamente turístico, foi o destino mais caro da minha viagem, mas talvez tenha sido o mais agradável também. A praia é habitada por diversos animais locais que circulam sem medo entre os turistas que são, em sua maioria, jovens entre 20-30 anos. A praia de Railay não tem mais que 3km de extensão e fica no centro de uma região montanhosa com formação geológica bastante exótica onde as pessoas treinam escalada durante o dia. Se você se hospedar no miolo de Railay, assim como eu fiz, é muito provável que no caminho para praia você encontre grupos de pessoas praticando o esporte. Por último, vale lembrar que Railay possui um dos hotéis mais famosos por sua estrutura exótica, o Rayavadee. Este é um hotel caro que foge do padrão de preços da Tailândia, mas dependendo da temporada, eles abrem o restaurante (grande atração do hotel) para turistas de fora.

5. Siem Reap (Camboja): Siem Reap foi a sede do império Khmer que venceu o antigo império Ayutthaya e dominou a região do sudeste asiático até o século XV. A beleza da cidade dispensa apresentações, e foi, sem dúvida, o lugar mais incrível que já conheci. Recomendo uma visita ao Google Images que traduz a grandiosidade e beleza arquitetônica do lugar, no entanto, as fotos não mostram três variáveis importantes de Siem Reap: (I) é um lugar com imensa força histórica e espiritual (muitos monges do sudeste asiático se instalam em Siem Reap, e circulam pela cidade em bandos), (II) os preços são inacreditavelmente baratos, (III) é possível fazer uma visita completa de bicicleta o que torna o passeio ainda mais agradável. Uma parada obrigatória para quem visitar a região.

O.M: Foi a primeira vez que foi para a Tailândia? Se sim, qual a primeira impressão?

P.: Sim, foi a primeira vez. Destino ótimo para todos os gostos e idades! O que você procurar, você encontra na Tailândia. Dos casais aos festeiros, há turismo para todos!

O.M: Sempre tem aquele momento inesquecível da viagem. Qual foi o seu?

P.: O primeiro passeio de bicicleta por Siem Reap .

O.M: E algo absolutamente imperdível?

P.: O Wat Arun em Bagkok, alguma parada nas praias da costa oeste (qualquer uma menos Phuket que é muito cheia e turística) e, como já disse, Siem Reap.

O.M: Restaurantes: queremos saber todos e os melhores pratos para ninguém cair em roubada!

P.: Putz… aqui não posso ajudar muito. Sei que existem restaurantes fantásticos na Tailândia, mas não cheguei a conhecê-los. Esse não foi o foco da viagem e acabamos comendo muito na rua. A única recomendação legal que tenho para Bangkok é a área portuária chamada Asiatic. Bons restaurantes, bons preços e lugar agradável.

O.M: Hotéis: quais você recomenda, como eram os valores?

P.: Fiquei em bons hotéis com preços justos e, portanto, recomendo todos. Os destaques foram o hotel de Siem Reap que era fantástico e extremamente barato ($20 a diária do casal), o único porém é que ele era um pouco afastado do centro histórico e o hotel de Railay que era um pouco mais chique e, portanto, mais caro que a média, mas honestamente não lembro o preço. Seguem os nomes e preços para recomendação (preços por casal):

Bangkok: The Siam Heritage Boutique Hotel $68/noite.

Siem reap: Golden Temple Villa $20/noite

Ko Samui: Muang Kulaypan Hotel $55/noite

O.M: E por ultimo, o que diria aos leitores Original Miles que estão pensando em ir para lá?

P.: A passagem representa boa parte do custo da viagem, então vale a pena acompanhar de perto as flutuações de preço para conseguir uma boa oferta. O transporte público de Bangkok é fantástico e recomendo fortemente usá-lo para fugir de esquemas dos Tuk-tuks, no entanto, a malha de trens locais é muito ruim e velha. Quando fui havia lido que o país possuía vasta malha de trens locais e que o preço da passagem era muito baixo, e por isso me preparei para fazer boa parte dos trechos de trem. O que li nos blogs não deixa de ser verdade, há possibilidade de ir de trem para qualquer lugar e dificilmente você irá pagar mais de 1 dólar (sim, 1 dólar!!) na passagem. No entanto, recomendo prestar bastante atenção nos detalhes da viagem de trem para ver se realmente compensa. Para dar um exemplo, o caminho de Bangkok para Ayutthaya leva ~1h de carro, de trem eu levei mais de 5 horas e o vagão não possui ar condicionado nem banco para todos os passageiros.