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embu das artes

Passeando por Embu das Artes

Quando morava fora do Brasil, toda folguinha, final de semana e /ou feriado que tinha já me programava para conhecer coisas diferentes pela cidade ou ao redor! Mas por aqui, às vezes a comodidade e a preguiça falam alto e acabo passando meus horários livres fazendo as mesmas coisas de sempre.

É até constrangedor ver que meus amigos gringos conhecem muito mais minha própria cidade/país do que eu. Por isso, coloquei como meta em pelo menos um final de semana por mês fazer algo diferente!

E hoje divido minha ida até Embu das Artes! Adoro feirinhas de coisas artesanais e sempre soube que lá tinha uma grande. Assim, resolvemos passar uma tarde de domingo por lá!

Quando ir (feirinha)  

Funcionamento: Aos sábados, domingos e feriados

Horário:  das 9h às 18h

*nos informaram que a feirinha completa costuma funcionar de domingo. Nos feriados apenas 80% das barraquinhas abrem.

Como chegar

Destino (waze): Rua da Matriz – Centro, Embu

Trajeto:  Zona Sul de SP -> Rodovia Raposo Tavares SP 270 -> Embu das Artes

Tempo: 40 minutos na ida e 50 minutos na volta (estava chovendinho)

Estacionamento

Chegando no centrinho, não estacione no primeiro lugar que você ver, dirija por mais algumas ruazinhas, os preços variam bastante de R$15 – R$30 o dia (das 9h às 18h, 19h). Sinceramente os mais baratos são mais simples, de terra batida (por exemplo). Mas tem alguns melhorzinhos, consideramos um preço justo os que custavam R$ 20,00!

Restaurantes / Almoço

Chegamos em Embu das Artes morrendo de fome porque não tínhamos tomado café da manhã. Como já era 12h15 decidimos ir direto almoçar (o que foi ótimo porque os restaurantes ainda estavam vazios, durante o final de semana já costumam ficar lotados às 13h-13h30).

Restaurante Garimpo

Vimos algumas recomendações desse restaurante e decidimos ir provar lá mesmo. A entrada é bem bonitinha, uma casa rústica e grande. São 3 ambientes: o primeiro logo na entrada um ambiente com luz natural e toldo (sem ar condicionado), o interno que é um salão (com ar), e um fora que é quase uma varanda, mas fechado com ar também.

Escolhemos o primeiro ambiente mesmo que estava super gostoso (detalhe: aos sábados costuma tocar uma bandinha nesse ambiente, mas como fomos no domingo só tinha uma musiquinha ao fundo de umas caixas de som, estava uma delícia).

A casa é especialista em comida alemã (salsichas e moquecas). Optamos por provar as opções com peixe!

1. Filé de Badejo à Belle Meunière (R$ 74,00)

embu das artes restaurante garimpo

*o prato não acompanha arroz, pedimos uma porção pequena extra

2. Moqueca a la Marinara: badejo e frutos do mar (R$ 89,00 porção individual)

embu das artes restaurante garimpo

*o prato por mais que fosse individual é grande. Dá para duas pessoas que não estejam com tanta fome.

O lugar é bem bonitinho, clima de família com crianças e o atendimento é ótimo. Mas quanto à comida, sinceramente estava ok, gostosinha, mas nada muito surpreendente. Não é barato, dando praticamente R$100,00 por pessoa considerando a bebida e 10% de serviço.

Empório São Pedro Antiquário e Cozinha

Também ouvimos falar muito bem desse restaurante e acabamos passando por ele (fica no meio da feirinha em uma ruazinha). Ele é bem pequeno e aconchegante. Tem um clima super pessoal e as comidas que estavam servindo pareciam ótimas! Com certeza na próxima vez que voltarmos vamos experimentar lá.

*passamos por lá por volta das 13h30. A fila estava bem grande! Programe-se para chegar cedo!

Feirinha

embu das artes feirinha

A feirinha, uma das principais atrações da cidade, acontece desde 1969 nas ruas do Centro Histórico. Lá são vendidas pinturas, esculturas, antiguidades (como máquinas de escrever e fotográficas), porcelanas, estofados, entre outros. Vale muito a pena conhecer 🙂

Barraquinhas

Lojistas

Além das barraquinhas, há diversas lojas nas próprias ruas das barraquinhas

Comidinhas

Existem alguns restaurantes e bares nas ruas. Além disso há várias barraquinhas com comidinhas caseiras como: crepes, espeto de fruta com chocolate e até esse sorvete caseiro (da foto) que estava fazendo um super sucesso no dia! Basicamente você escolhe o líquido que contém a cor/aroma do sorvete e PLIM (mágica), sorvete pronto!

Além disso, em certo momento encontramos uma praça de alimentação (um local fechado), com várias opções de comidinhas também (pastel, salgados, derivados de milhos). Experimentamos curau que estava uma delícia 🙂

Música e artistas de rua

Feira do verde

Uma das ruas da feira é dedicada para plantas e flores! Um charme também. Como meus vasos de plantinhas já estão cheios me segurei para não comprar nada.

embu das artes feira do verde

Feiras de animais (cachorros e gatos)

Vimos diversas feiras de animais (algumas maiores, outras menores). Por mais que seja lindo

aqueles bichinhos bem pequenininhos cabendo na palma da mão, confesso que me senti um pouco mal. Como são diversos criadores e muitos animais eles acabam ficando em espaços muito pequenos. E é xixi para todo lado, comida espalhada, bem apertadinho mesmo dentro daquelas proteções de arame.

Não estou aqui para discutir a questão “não compre um animal, adote”. Acho que cada um pode e deve fazer a escolha que quiser J. A dica de lá é que são diversas raças a venda e por um preço bem mais barato que o de SP pois é negociado diretamente com os criadores.

embu das artes feira dos animais

Outras atrações

Parque do Lago Francisco Rizzo: bem pertinho do centro histórico (1km) com uma área grande verde e um lago (com peixes e patos) J. Normalmente as pessoas chegam cedo em Embu, passam no parque primeiro e depois vão para o centrinho.

Museu de Arte Sacra dos Jesuítas: dentro da Igreja Nossa Senhora do Rosário, o meio das ruas do centrinho. Passamos bem na frente, mas desistimos de entrar por dois motivos. 1. Porque tínhamos lido em alguns blogs que não tinha muitas coisas interessantes (e a entrada era paga, apesar de bem barata) 2. Ia começar a cair o mundo!!

Mais informações

http://embudasartes.tur.br/

Informações Gerais:  (11) 4785-3566

* Ligamos para perguntar sobre o melhor caminho e horário da feira antes de ir e foram super atenciosos e claros nas respostas

“Acredito que minha maior ‘sorte/azar’ é ter nascido em uma família oriental em um país ocidental. Enquanto meus familiares são muitas vezes realistas e objetivos, meus amigos brasileiros - com aquele jeitinho - me permitem sonhar”. Paulista, filha de imigrantes coreanos do sul, depois de 28 anos ainda tenta conciliar as duas culturas em sua personalidade. Considerada gringa até mesmo no Rio de Janeiro, encara com naturalidade viajar para onde é que for e explicar que é uma ‘korean-brazilian’ que não sabe sambar, mas que se arrisca no futebol. Depois de passar uma temporada nos EUA, se aventurou na Ásia e agora planeja sua próxima viagem. Além do interesse pelo exterior, considera o Brasil um ‘mundo à parte’ que não pode deixar de ser explorado.

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