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Ecoturismo no Pantanal: Refúgio Ecológico Caiman

América do Sul | março 2020 |

O Pantanal é a maior planície alagável do mundo e o melhor lugar do Brasil para observar a vida selvagem, já que é o lar de várias espécies de aves, jacarés, onças, tamanduás, cervos, capivaras e outros animais incríveis típicos da nossa fauna. E uma das melhores formas de explorar esse rico bioma é se hospedando no Refúgio Ecológico Caiman, referência em ecoturismo no Pantanal.

Refúgio Ecológico Caiman

A Caiman conta com uma estrutura de hospedagem super aconchegante no meio da natureza, e é formada por 03 pousadas localizadas em pontos distintos da propriedade. Cada uma delas tem seu charme. Dessa vez, nós conhecemos a Pousada Cordilheira – toda de tijolinhos e construída sobre palafitas. Ela fica localizada ao lado da mata nativa, em área com gramado na frente fazendo fronteira com a mata fechada – chamada de “cordilheira”. Oferece, assim, um maior contato com a natureza, especialmente porque é comum animais passarem pelo gramado e serem avistados facilmente pelos hóspedes de dentro da pousada. Além disso, há uma torre de observação, onde é possível subir com o binóculo e tentar avistar animais e aves mais distantes. A Pousada Cordilheira possui 5 suítes “sem frescuras”, porém amplas e muito confortáveis, que contam com sala, lavabo e varanda com rede e vista para a mata. O staff é cuidadoso e atento aos detalhes, e os poucos quartos fazem com que o atendimento seja praticamente personalizado.

A gastronomia reflete os sabores do Pantanal, utilizando ingredientes locais em receitas saborosas e bem executadas. Todas as refeições e snacks estão incluídos: o café da manhã é simples e leve, mas o almoço e o jantar são super caprichados e com bastante variedade (inclusive para os vegetarianos). Nosso prato predileto foi a moqueca de Dourado, um peixe típico do Pantanal… nham!!

A pousada não apenas oferece pensão completa como também oferece atividades diárias que começam logo cedo pela manhã – aproveitando a melhor hora do dia para avistar a vida selvagem. Depois, é hora de voltar para a pousada para almoçar, descansar e curtir a piscina. E quer saber da melhor parte? Da piscina se tem uma vista incrível para a mata e para o campo, que costuma ser frequentado por pássaros, veados e queixadas (e, diz a lenda, até mesmo por onças!). No final da tarde, a temperatura diminui e é hora de sair para o safari para ver o pôr-do-sol e os animais noturnos que ficam mais ativos nesse horário.

Dentre o rol de atividades, os safáris fotográficos e a focagem noturna de animais são as mais populares, mas também é possível fazer caminhadas em trilhas curtas, passeios de bicicleta e de canoa canadense no lago da fazenda, tudo sempre bem acompanhado de guias nativos e dos “Caimaners”: biólogos que contam curiosidades sobre a fauna e a flora, ajudam nos avistamentos dos animais e tiram todas as dúvidas dos hóspedes.

Cabe mencionar que, conforme a tradição pantaneira, aqui também é praticada a pecuária extensiva, realizada com manejo sustentável em campos de pastagens naturais. O Refúgio Ecológico Caiman se preocupa muito com a preservação ambiental, tendo destinado cerca de 10% do seu território para a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que permanece intocada e acessível apenas aos biólogos. A Caiman também apoia projetos de pesquisa e conservação ambiental, com destaque para o Instituto Arara Azul e o Projeto Onçafari e que também desenvolvem atividades extras com os hóspedes.

O Onçafari foi responsável pela reintrodução de dois filhotes de onças-pintadas de cativeiro na natureza pela primeira vez na história. O projeto tem como inspiração os safáris sul-africanos e desenvolve um projeto de habituação das onças aos carros de safári, promovendo a conservação no Pantanal e o desenvolvimento socioeconômico por meio do ecoturismo. Passamos um dia super legal com os biólogos do projeto procurando as onças, que são selvagens e vivem livres na natureza: procuramos por pegadas frescas no chão, vimos duas carcaças de animais que foram comidos por onças, procuramos por elas com a ajuda do sinal de rádio emitido pelos colares de monitoramento, verificamos as armadilhas fotográficas e fizemos focagem noturna até que… vimos uma onça! Encontramos a Musa, uma das cerca de 60 onças-pintadas que habitam os 53 mil hectares do Refúgio Ecológico Caiman. A emoção de avistar uma onça selvagem solta na natureza é indescritível! Ela estava descansando e tomando banho perto da Sede da fazenda e depois de 5 minutos, cansou da nossa presença e voltou para o mato nos despistando.

Quando ir

O Pantanal muda de cenário a cada estação, mas é sempre exuberante e um destino para o ano todo!

De Novembro a Junho ocorre a época das águas, que compreende o período das chuvas e início da época da seca enquanto o solo ainda está saturado de água. Nessa época, as paisagens são lindas, com água por todo o lado e é possível ver muitas aves. Também é possível ver todos os animais, porém com menos facilidade. O downside é que os veículos de safári não podem fazer muitos percursos off road e a época tem maior proliferação de mosquitos.

De Julho a Outubro, ocorre a época da seca, que é o melhor período para a observação da vida selvagem. O solo e a vegetação ficam secos e isso facilita o transporte por terra e, consequentemente, os avistamentos. A falta de chuvas encolhe as lagoas e os animais vão buscar alimento e água nos lagos remanescentes – locais certeiros para ver uma grande concentração de animais. Em agosto, ocorre também a floração dos ipês rosa e amarelo, colorindo a paisagem. Caso visite o Pantanal nesse período, não esqueça de levar agasalho e jaquetas pesadas, já que pode fazer frio.

O que levar

Na maior parte do dia, você precisará de roupas de esporte, confortáveis e resistentes para os passeios. Recomendamos o uso de calças compridas e camisetas de mangas compridas de cor clara, para proteger contra o sol e os insetos (roupas escuras como preto e azul escuro atraem mosquitos).  Com relação aos calçados, uma bota de trilha ou um tênis para caminhada costumam ser suficientes na época seca (se for na chuvosa, leve dois).

Bermudas, shorts, camisetas, chinelos e trajes de banho são apropriados para poucas atividades e, principalmente, para circular nas áreas comuns das pousadas. 

Também não podem ficar de fora da mala: chapéu, repelente de insetos, protetor solar, óculos de sol, jaqueta corta vento (anorak), lanterna, câmera fotográfica com capacidade de zoom apropriado (as fotos de celular, como vocês podem ver, não saem muito boas, rs). No inverno, é necessário levar um agasalho e jaqueta mais pesada.

Ter seu próprio binóculo é extremamente útil durante as atividades. Os guias emprestam alguns para o grupo, mas é mais cômodo levar o seu próprio para não precisar compartilhá-lo. Recomendamos binóculos “10×42”.

Como chegar

Há duas maneiras de chegar no Refúgio Ecológico Caiman: pegar um voo até Campo Grande e, de lá, seguir de transfer ou aeronave particular até a pousada. Não recomendamos alugar carro pois ele não será utilizado em momento algum durante a estadia. De transfer, são cerca de 3h30 para percorrer os 236 kilômetros de estrada. Não aconselhamos fazer esse trecho de estrada de noite pois muitos animais selvagens cruzam a pista.

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