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Mantendo tradições de Carnaval vivas

Brasil | fevereiro 2014 |

As festas em Olinda começam semanas antes do Carnaval. A partir das últimas semanas de janeiro, todo fim de semana rola algum evento para já deixar os foliões no clima da festa, que é uma das maiores do país.

Passar o Carnaval em Olinda é garantia de encontrar uma das festas mais tradicionais e com o melhor do sincretismo religioso e cultural do nosso país. O entrudo, uma festa pagã européia, animava toda a população de Pernambuco, entre ricos, pobres, senhores e escravos. A partir do século XVII, a festa cresceu com a assimilação de costumes africanos, que culminaram na criação do frevo. A dança deu ao Carnaval pernambucano uma cara única no Brasil. Em 1907 o Carnaval começou a ganhar os moldes atuais, com a criação de agremiações como o Clube Carnavalesco Misto Lenhadores, e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas, de 1912, que atuam no Carnaval até hoje.

frevo

Outra tradição que se mantém viva é uma das mais famosas, que dá a cara do Carnaval de Olinda: os bonecos gigantes, feitos de madeira, papel e tecido, representando políticos, músicos, atletas, artistas e figuras históricas do Brasil e do mundo, com muita irreverência e uma dose de crítica social, outro fator do Carnaval da cidade. Desde 1932, o Homem da Meia-Noite é o primeiro boneco a sair às ruas, na madrugada de domingo. Na terça-feira, todos os bonecos se encontram entre os largos do Guadalupe e do Varadouro, e desfilam para a população. Na quarta-feira de Cinzas, o Bacalhau do Batata, último bloco a desfilar, encerra os desfiles.

O Carnaval de rua de Olinda é um dos mais democráticos do país. Por lá, não tem sambódromos, trio elétrico, cordão ou abadá. A configuração da festa é simples: o povo vai para as ladeiras, grupos de música se reúnem e começam a tocar e todo mundo festeja junto, em meios aos blocos e bonecos gigantes, numa energia contagiante de lavar a alma, ao som de frevo, samba, maracatu, caboclinho e afoxé.

Mas é claro que também tem opção para quem não abre mão do conforto de um camarote. Além da festa de rua, os camarotes Casa Brahma, Casa da Skol, Casa de Olinda e Carvalheira na Ladeira oferecem open bar e atrações musicais variadas, de Jorge e Mateus e Saulo Gomes a Natiruts e O Rappa. Uma grande festa fica ainda melhor.

O Centro Histórico é repleto de cultura, ateliês e músicos. O centro é pequeno, super charmoso com uma mistura de igrejas barrocas, casas coloniais e a famosa vista que deu nome a cidade (segundo a lenda “Oh, linda!”). É fácil cobrir os principais pontos turísticos a pé, mas vale fechar um preço fixo com um táxi se você tiver dificuldades de locomoção. Os pontos imperdíveis são a Praça do Carmo, o Convento de paredes azulejadas (onde você confere uma super vista da orla), a , a esquina dos Quatro Cantos (onde rola o ápice das manifestações carnavalescas) e a Basílica de São Bento. No Alto da Sé, não deixe de provar as irresistíveis tapiocas, feitas no fogo de carvão.

Para quem viaja no Carnaval, é essencial fazer reserva de hospedagem com bastante antecedência. Também é comum os visitantes ficarem em Recife e fazerem bate e volta para Olinda. Mas se você se hospedar na cidade da festa, agende um dia para visitar Recife, que também é repleta de atrações imperdíveis.

 

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